Fundado no Reino Unido em 2002, o Last.fm já ganhou adeptos no mundo inteiro e conta hoje com mais de 50 bilhões de usuários (segundo dados de abril de 2011). O site usa um sistema de recomendação musical conhecido por “audioscrobbler” e cria um sistema detalhado de preferências do usuário e dados pessoais relacionados às músicas mais ouvidas seja em dispositivos musicais dos mais variados, seja em rádios online. Toda informação coletada é transferida para a base de dados do site através dos próprios dispositivos ou de aplicativos acoplados a eles e, só então, transferida e compilada para o perfil do usuário a fim de apresentar páginas que se refiram a artistas específicos.
Ele oferece também sugestão de novas bandas baseada no gosto musical do usuário e de amigos que têm o gosto musical parecido com o seu - por terem ouvido várias vezes o mesmo artista ou terem executado diversas vezes a mesma faixa. Há menos de dois meses, o Last.fm firmou uma parceria com o Muzu.tv para que vídeos musicais europeus também fizessem parte do site e do “scrobbler”. Agora vídeos assistidos também contarão como experiência musical do usuário quando tocados através desse site parceiro. Tal fato mostra a eterna adequação dessas plataformas às possibilidades tecnológicas, sempre buscando atrair público pelas suas diversas atualizações e adequações à realidade. Uma inquietação muito benéfica para esse mundo tecnológico.
No site, é também possível marcar uma música com um adjetivo da preferência do usuário. Ele pode, por exemplo, marcar a faixa como “rock”, “punk” ou “elétrica” e essas marcas podem se sobrepor, ou seja, uma música pode ser marcada como punk, rock e elétrica simultaneamente pelo mesmo usuário. No final das contas, uma rica e complexa análise da música acaba emergindo. Essas marcações são conhecidas como tags sociais (ou social tags, no seu original, em inglês).
É interessante perceber que as tags sociais são parte fundamental da Web 2.0 e se tornaram importantes fontes de informação e recomendação. Essa base de dados pode ajudar não apenas indivíduos interessadas em conhecer novas músicas, mas aos próprios artistas. Auxiliando a entender quais músicas são, hoje, mais acessadas e quais não são tão bem aceitas pelo público. Além de apresentar às próprias gravadoras os estilos musicais que estão sendo melhor recebidos.
Para Paul Lamere, autor do artigo Social Tagging and Music Information Retrieval, publicado pelo Journal of New Music Research, as tags sociais podem ser uma ferramenta poderosa para auxiliar na classificação e exploração da música. Talvez esse seja apenas o começo de uma nova era no mundo da música digital e, consequentemente, para o Last.fm. Estaremos sempre acompanhando os próximos capítulos.



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