07 setembro, 2013

1º Especial MusiConect - As mudanças da música no cenário digital


Bom dia, está começando a série de programas da Rádio Musiconect, debatendo todas as questões a cerca da música e da tecnologia no séc. XXI.
No primeiro da série de cinco programas, vamos ter uma conversa sobre as origens da música na Era do mp3 e todas as mudanças causadas por essa revolução. O que há de novo? Fique na companhia de Lukas Barbosa com o nosso primeiro Especial Musiconect.

Não esqueça de se inscrever em nosso canal, comentar e divulgar.

Um ótimo sábado a todos. Fiquem ligados nos nossos próximos programas!






04 setembro, 2013

Bandas underground e o ciberespaço



A rapidez com que a internet vem crescendo quanto a pessoas que agora se comunicam usando os ciberespaços é vertiginosa e isso acabou causando o aparecimento de outras formas de se relacionar e sociabilizar. Existem, por exemplo, cada vez mais comunidades virtuais e tribos eletrônicas. Essas pessoas estão próximas, hoje em dia, muito mais por suas afinidades e gostos parecidos do que por instituições hierárquicas e institucionalizadas, como podemos perceber em grupos diversos que se formam no Facebook e nas pessoas que te seguem no Twitter. Elas estão ali, todas juntas e formando vínculos apenas pelo interesse pessoal na mesma coisa ou naquilo que seus pares têm a oferecer.

É nesse contexto que podemos entender o aparecimento de interlocuções estratégicas promovidas por grupos que direcionam o seu trabalho a nichos específicos e que já estão ali, no ciberespaço, formando uma comunidade única e de interesses parecidos. Entre fitas-demo, selos, fanzines e discos independentes, as bandas underground reconhecem e se adaptam às novas ferramentas para alcançar e divulgar o seu trabalho no intuito de fazer chegar ao seu público.

É claro que muitas bandas underground têm pretensão de chegar ao mercado comum e fazer sucesso como banda estabelecida. É o que acabou acontecendo com a banda de rock Superfly que, inserida no mercado baiano de forma underground, foi convidada por uma gravadora e vendeu 20 mil cópias do CD com um rock baiano e diferente do que o cenário musical comum estava acostumado. Apesar de toda a repercussão positiva da saída da Superfly do mercado underground, a banda não se manteve e volta agora na próxima quinta-feira, dia 5 de setembro para um show de reunião da banda após dez anos.

Outras bandas têm saído desse universo e feito bastante sucesso, mas será que a galera underground está mesmo preparada para a diversidade e exigência do público comum, da massa ou consegue maior e mais confortável retorno enquanto permanece no ciberespaço e nas tribos eletrônicas?


28 agosto, 2013

Da terrinha vem uma ideia interessante para o mundo da música


Saiu na última quinta-feira, e de Portugal, uma novidade no mundo da música que promete a aproximação e um diálogo maior entre músicos e produtores e os fãs. Trata-se do Headblendr, uma nova rede social com conteúdo voltado para os amantes de música eletrônica. Tiago Martins, que é formado em engenharia da informática, foi o pai da ideia. Tudo começou quando, depois de terminar sua graduação no Reino Unido, se mudou para o Brasil e começou a tocar em discotecas. Martins percebeu que havia espaço para a criação de algo que "centralizasse algumas tarefas de uma editora numa plataforma só".

Os músicos e produtores, a partir do pagamento de uma mensalidade, podem usar a plataforma para o lançamento de seus produtos: o Headblendr permite que seja colocada uma faixa musical e que o “dono” da música predetermine o número de “likes” que a o produto deve ter para que seja disponibilizado para download. Quem é fã, entra no site, ouve as músicas postadas e elege quais devem estar disponíveis para serem baixadas mais rapidamente, curtindo ou não.

Essa nova ferramenta possui um grande potencial de melhorar o desempenho dos artistas e editoras nas mídias sociais, dando a possibilidade de haver uma avaliação direta do produto a partir da resposta que vem imediatamente do público. Aquilo que antes era medido em audiência na televisão ou número de pedidos da música no rádio, agora migrou para as redes sociais eletrônicas e pode até recriar o controle das produtoras sobre seus artistas.

Atualmente, muitos músicos têm optado por uma carreira independente de gravadoras, sendo responsáveis por seu próprio trabalho. Se plataformas como essa caírem no gosto da população e passarem a ser disseminadas na rede, é possível que grandes empresas do meio artístico possam voltar a ter mais controle sobre o ramo, principalmente porque, no caso do Headblendr, trata-se de um site em que se paga para que faixas sejam lançadas.

Tudo por enquanto não passa de especulação, até porque o Headblendr tem está na Internet a menos de uma semana, mas vale a pena acompanhar o desenvolvimento dessa ideia para ver se isso causará grandes mudanças neste mercado fonográfico que ainda se adapta ao avento da Internet.

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Link do Headblender:
http://www.headblendr.com/music

Notícia publicada no site do Jornal de Notícias de Portugal: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=3381569&page=1