A rapidez com que a internet vem crescendo quanto a pessoas que agora se comunicam usando os ciberespaços é vertiginosa e isso acabou causando o aparecimento de outras formas de se relacionar e sociabilizar. Existem, por exemplo, cada vez mais comunidades virtuais e tribos eletrônicas. Essas pessoas estão próximas, hoje em dia, muito mais por suas afinidades e gostos parecidos do que por instituições hierárquicas e institucionalizadas, como podemos perceber em grupos diversos que se formam no Facebook e nas pessoas que te seguem no Twitter. Elas estão ali, todas juntas e formando vínculos apenas pelo interesse pessoal na mesma coisa ou naquilo que seus pares têm a oferecer.
É nesse contexto que podemos entender o aparecimento de interlocuções estratégicas promovidas por grupos que direcionam o seu trabalho a nichos específicos e que já estão ali, no ciberespaço, formando uma comunidade única e de interesses parecidos. Entre fitas-demo, selos, fanzines e discos independentes, as bandas underground reconhecem e se adaptam às novas ferramentas para alcançar e divulgar o seu trabalho no intuito de fazer chegar ao seu público.
É claro que muitas bandas underground têm pretensão de chegar ao mercado comum e fazer sucesso como banda estabelecida. É o que acabou acontecendo com a banda de rock Superfly que, inserida no mercado baiano de forma underground, foi convidada por uma gravadora e vendeu 20 mil cópias do CD com um rock baiano e diferente do que o cenário musical comum estava acostumado. Apesar de toda a repercussão positiva da saída da Superfly do mercado underground, a banda não se manteve e volta agora na próxima quinta-feira, dia 5 de setembro para um show de reunião da banda após dez anos.
Outras bandas têm saído desse universo e feito bastante sucesso, mas será que a galera underground está mesmo preparada para a diversidade e exigência do público comum, da massa ou consegue maior e mais confortável retorno enquanto permanece no ciberespaço e nas tribos eletrônicas?

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