
Cada vez mais as pessoas buscam formas mais práticas de se obter acesso a qualquer coisa. Sendo a música uma espécie de fuga humana do “mundo real”, nada melhor do que poder escolher aquela que se quer à hora que se quer, não é verdade?
Com a música disponível em massa, na rede, nos mais diversos sites, você pode sempre baixar e ouvir aquela que procura. Mas, se você está com pressa, preguiça de esperar alguns minutinhos ou o site exige um milhão de aplicativos para que você faça o download, pode, então, recorrer às rádios online ou sites de letras de músicas, nas quais as músicas são escutadas quantas vezes quiser, instantaneamente, sem a necessidade do download.
A Kboing, o Vagalume, a Letras.mus.br e a Rádio Uol, são algumas delas. A Rádio Uol tem 1,5 milhão de curtidas no facebook, enquanto a Kboing tem 3,2 milhões de curtidas, a Letras.mus.br tem 4,4 milhões e o Vagalume dispara com 8,9 milhões de curtidas. Logo se vê que é um recurso muito utilizado no mundo digital. A necessidade do “aqui, agora” e a autonomia que se tem diante dessas escolhas (que não se tem nas estações de rádio tradicionais) torna elas um sucesso. O ouvinte não precisa mais sofrer intermediações entre suas escolhas e o que, de fato, escuta, há uma relação direta: ouve-se aquilo que deseja-se ouvir em segundos, a um toque do mouse.
A internet apareceu e trouxe consigo consequências arrasadoras para o mundo da música pré-digital. Uma delas foi a decadencia da rádio. Um modelo tão antigo (há registros que a primeira transmissão civil aqui no Brasil foi realizada no dia 06 de abril de 1919, a partir de um estúdio improvisado na Ponte d'Uchoa, no Recife, pela PRA 8, Rádio Clube de Pernambuco) e duradouro, mas que não foi capaz de permanecer com a mesma solidez pós era digital. A rádio mantêm-se, e difícilmente acabará, mas trata-se de um modelo ultrapassado, que não conseguiu acompanhar o rítmo desse novo século.
Os canais (websites) de rádios onlines dispõem de inúmeras músicas dos mais diversos artistas, além de álbuns, ranking de vídeos mais vistos, playlists (as quais podem ser feitas por você), entrevistas, notícias sobre o mundo da música, enquetes, cifras, agenda de shows, entre diversas outras coisas, levando música até você, sem que precise comprar qualquer disco. Um grande atrativo pra quem cansou de ser consumidor passivo e tornou-se também ativo nesse novo universo.
E aí, tá afim de ouvir o quê?


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